O teste de genotipagem dos receptores hormonais, Hormônio Estimulante dos Folículos (FSH) e Hormônio Luteinizante (LH), é uma análise que identifica variações genéticas (polimorfismos) nos genes que codificam esses receptores.
Essas variações influenciam como os ovários respondem à estimulação hormonal durante os tratamentos de fertilização humana assistida.
Neste teste o DNA, é analisado por técnicas de biologia molecular por PCR e, às vezes, sequenciamento. Isso possibilita identificar quais alelos, ou seja, quais variantes do gene do receptor de FSH e, em alguns casos, do receptor do LH, a mulher possui.
Muitas mulheres submetidas à estimulação ovariana podem responder de modo muito diferente aos medicamentos. Alguns perfis genéticos estão associados a uma baixa sensibilidade aos hormônios, o que pode se manifestar no modo de uma resposta ovariana abaixo do esperado, as chamadas “má respondedoras. Por exemplo, determinadas variantes do gene do receptor de FSH, como as variações que envolvem as posições dos aminoácidos (por exemplo, envolvendo o polimorfismo Asn680Ser), podem indicar que a paciente precisará de doses maiores ou de um protocolo específico para obter um número adequado de folículos e óvulos.
Esse conhecimento permite que o especialista personalize a terapia, selecionando o tipo e a dose da medicação utilizada, como FSH recombinante obtido por engenharia genética, ou o FSH extraído e purificado da urina, mais adequados para cada caso, aumentando as chances de sucesso do ciclo.
A genotipagem dos receptores do FSH/LH te é uma ferramenta de medicina personalizada que ajuda a prever e ajustar a resposta ao estímulo hormonal, possibilitando intervenções mais pontuais e precisas do ponto de vista farmacológico, afim de evitar ciclos mal-sucedidos e melhorar os resultados dos tratamentos de reprodução humana assistida.